8.11.05
As Comparações São Odiosas
As fotografias dos bairos de lata – bidonvilles – dos portugueses alojados em Champigny, nos arredores de Paris, nos anos 60 do século passado, que os colegas da Grande Loja do Queijo Limiano, oportunamente, foram recuperar para nos reavivar a memória, elucidam-nos de forma clarividente sobre as condições de vida agrestes que os nossos compatriotas ali tiveram de suportar.
Comparados com estes bairros, sumamente precários, os dos actuais rebeldes «franceses» podem considerar-se de autêntico luxo : com jardins, parques infantis, centros de convívio, segurança social, subsídios de desemprego, de natalidade, de rendimento mínimo, etc.
Os portugueses daqueles ingratos tempos eram pobres, alguns quase analfabetos, vinham de um país atrasado, quanto a padrões europeus, pouco aberto ao mundo, não democrático no plano político, mas tinham, ainda assim, alguns activos fortes, porque possuiam hábitos de trabalho, espírito de sacrifício, perseverança e,para além disso, queriam melhorar a sua vida, tornar-se semelhantes aos franceses.
Em grande medida, passados pouco mais de vinte anos, pode dizer-se que o seu desígnio foi alcançado. Esse desiderato foi possível e, de certo modo, ficou facilitado, porque a sua base cultural era praticamente a mesma, de matriz cristã, com valores e conceitos muito análogos aos dos franceses, igualmente de cultura matricial cristã, apesar das revoluções, do laicismo, da maior liberalidade dos costumes, etc.
Nada disto acontece com os actuais imigrantes de origem africana e magrebina, que provêm de sociedades de cultura muito diversa, foram educados na base do ódio, do ressentimento e da contra-cultura, factores que, naturalmente, dificultam a sua integração nas comunidades em que presumivelmente se pretendem fixar.
Acresce a tudo isto, como factor agravante, que estas comunidades de inadaptados contam habitualmente com a cobertura de uma parte da intelectualidade francesa, largamente complexada, sobretudo a parisiense, da «rive gauche», onde predominam os considerados intelectuais bem-pensantes, com muita influência na Comunicação Social, sempre presentes e sempre solícitos para compreender e justificar toda a sorte de comportamentos anti-sociais, onde quer que eles ocorram, em particular, se tiverem como protagonistas negros ou muçulmanos.
Analogamente, a entrada descontrolada de sucessivas vagas de imigrantes, por egoísmo e comodismo das sociedades europeias, que, com tal expediente, apenas pretendem aproveitar mão-de-obra barata, submissa e sem direitos; a concessão facilitada de nacionalidade a pessoas que não mostram vontade real de se integrarem nas sociedades de acolhimento, mas procuram, acima de tudo, o acesso a subsídios e demais benefícios concedidos aos cidadãos nacionais; todos estes factores, afinal, acabaram por gerar o fundo sócio-cultural que produz os agora visíveis nocivos resultados, para os quais inexoravelmente não se enxerga solução fácil, muito menos imediata.
O futuro próximo, esforçadamente previsível, das sociedades europeias, sob este terrífico enquadramento, poderá tornar-se cada vez mais problemático, se se persistir em ignorar as verdadeiras causas de todas estas convulsões que, no presente, assolam a «nossa» ainda bela, elegante, distinta, mas fatalmente imprevidente França.
AV_Lisboa, 08 de Novembro de 2005
Comparados com estes bairros, sumamente precários, os dos actuais rebeldes «franceses» podem considerar-se de autêntico luxo : com jardins, parques infantis, centros de convívio, segurança social, subsídios de desemprego, de natalidade, de rendimento mínimo, etc.
Os portugueses daqueles ingratos tempos eram pobres, alguns quase analfabetos, vinham de um país atrasado, quanto a padrões europeus, pouco aberto ao mundo, não democrático no plano político, mas tinham, ainda assim, alguns activos fortes, porque possuiam hábitos de trabalho, espírito de sacrifício, perseverança e,para além disso, queriam melhorar a sua vida, tornar-se semelhantes aos franceses.
Em grande medida, passados pouco mais de vinte anos, pode dizer-se que o seu desígnio foi alcançado. Esse desiderato foi possível e, de certo modo, ficou facilitado, porque a sua base cultural era praticamente a mesma, de matriz cristã, com valores e conceitos muito análogos aos dos franceses, igualmente de cultura matricial cristã, apesar das revoluções, do laicismo, da maior liberalidade dos costumes, etc.
Nada disto acontece com os actuais imigrantes de origem africana e magrebina, que provêm de sociedades de cultura muito diversa, foram educados na base do ódio, do ressentimento e da contra-cultura, factores que, naturalmente, dificultam a sua integração nas comunidades em que presumivelmente se pretendem fixar.
Acresce a tudo isto, como factor agravante, que estas comunidades de inadaptados contam habitualmente com a cobertura de uma parte da intelectualidade francesa, largamente complexada, sobretudo a parisiense, da «rive gauche», onde predominam os considerados intelectuais bem-pensantes, com muita influência na Comunicação Social, sempre presentes e sempre solícitos para compreender e justificar toda a sorte de comportamentos anti-sociais, onde quer que eles ocorram, em particular, se tiverem como protagonistas negros ou muçulmanos.
Analogamente, a entrada descontrolada de sucessivas vagas de imigrantes, por egoísmo e comodismo das sociedades europeias, que, com tal expediente, apenas pretendem aproveitar mão-de-obra barata, submissa e sem direitos; a concessão facilitada de nacionalidade a pessoas que não mostram vontade real de se integrarem nas sociedades de acolhimento, mas procuram, acima de tudo, o acesso a subsídios e demais benefícios concedidos aos cidadãos nacionais; todos estes factores, afinal, acabaram por gerar o fundo sócio-cultural que produz os agora visíveis nocivos resultados, para os quais inexoravelmente não se enxerga solução fácil, muito menos imediata.
O futuro próximo, esforçadamente previsível, das sociedades europeias, sob este terrífico enquadramento, poderá tornar-se cada vez mais problemático, se se persistir em ignorar as verdadeiras causas de todas estas convulsões que, no presente, assolam a «nossa» ainda bela, elegante, distinta, mas fatalmente imprevidente França.
AV_Lisboa, 08 de Novembro de 2005
Comments:
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Depois de muitos anos que escrevia que o estamos a ver,éra enevitavel!Todos os ingredientes estâo la, O suicidio tanto dos jovens que os idosos,assim que as politicas regidas das classes politicas,ditas da direita o provaram.Nâo iremos numa guerra mundial!Nâo ,mas sim numa de classes que é o que se passa actualmente,alimentada por fanaticos religiosos.Sim, sou um dêsses imigrantes que lutou para a sua subsistencia,e que soube tal milhares d'outros se preparar.Mas doi, o que vejo na minha Patria debaixo da inconpetencia des oportunistas
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